Tudo sobre o mundo submarino onde eu vivo. O mundo do nada!


Quarta-feira, Outubro 29, 2003

MEU NOME

Resolvi contar uma história bonitinha para vocês. A história do meu nome. É isso aí, meu nome tem história, sim senhores!
Começo pelo óbvio começo. Por minha mãe: a pessoa quem escolheu o meu nome. A família da minha mãe é toda de esquerda. De esquerda, politicamente falando. Essa vocação familiar esquerdista teve seu início com meu avô, pai da minha mãe, que era alfaiate e, por várias circunstâncias da vida (que outro dia eu conto), se tornou sindicalista - foi um dos fundadores e presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Confecções do Estado de Goiás, ajudando a criar, na época, muitos outros sindicatos de trabalhadores.
Quando veio o golpe de 64, ele foi cassado, chegou a ser preso e tudo mais. Essa experiência traumática afastou minha mãe e os irmãos dela da atividade política. Mas ninguém consegue negar suas heranças completamente, e mesmo não envolvidos pessoalmente na militância de esquerda, minha mãe e meus tios tinham muitos amigos do "partido" - como chamavam naquela época o Partido Comunista.
Um desses amigos presenteou minha mãe com um livro. Era o livro do Jorge Amado "Os Subterrâneos da Liberdade". Esse livro, na verdade, é uma trilogia composta pelos volumes I - Ásperos Tempos, II - Agonia da Noite e III - A Luz no Túnel. Fala da ditatura, só que em outra época, a ditatura do Estado Novo.
No primeiro volume, Ásperos Tempos, há uma personagem, trabalhadora de fábrica, sindicalista e comunista chamada Mariana. Ela é uma moça inteligente, bondosa e de princípios, que acredita na transformação do mundo em algo melhor.
Então, minha mãe decidiu que esse seria um bom nome para sua filha, um nome inspirador. Ela também pensou que Mariana era um nome que combinava com uma grande cozinheira, dessas que fazem galinhadas no panelão e doce-de-leite no tacho de cobre. E achou que ia ser bom ter uma filha cozinheira (?!?!?!?!?!? - Não se preocupem, vocês não são os únicos que não entendem o raciocínio da minha mãe).
E essa é a história do meu nome. Eu adoro o livro, leiam, se puderem.

Em tempo: A família do meu pai é toda de direita. Ele trabalhou no governo da Arena ("partido" apoiado pela ditadura), quando o Governador do Estado era indicado pelo General-Presidente. Depois, nos governos seguintes, para o PDS - sucessor da Arena. É... o Renato Russo estava totalmente certo: "Quem irá dizer que exite razão nas coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer que não existe razão..."


Marianinha nadou aqui às: 10:34 PM :: 




Eu estava relendo o blog e percebi errinhos (mínimos) na grafia e na gramática de alguns posts. Já fiz a devida correção.
Se aparecerem outros ou se eu deixei passar alguns, não me falem! Eu sou muito sensível a críticas.
Mas prometo continuar revisando os posts e me esforçar para não fazer feio.

Marianinha nadou aqui às: 10:28 PM :: 


Terça-feira, Outubro 28, 2003

COMO PODE UM PEIXE VIVO, VIVER FORA D'ÁGUA FRIA

Como eu já assumi o meu desenvolvimento mental atrasado, sendo que a minha maturidade está localizada entre os 15 e os 18 anos, vou revelar uma das coisas que eu mais amo nesse mundo: cantiga de roda!
Eu adoro cantiga de roda, se não ficasse ridículo para minha idade (eu ainda tenho algum desconfiômetro), eu ainda brincava de roda. É uma herança, minha mãe também adora, e ela sabe todas. Eu sei muitas, mas ela é campeã.
As que eu mais gosto são a do Pai Francisco e a da Piranha.
"Pai Francisco entrou na roda,
tocando seu violão, pa-ra-ra-pam-pam.
Lá vem seu delegado,
Pai Francisco foi pr'a prisão!
Vejam como ele vem,
todo requebrado,
parece um boneco desengonçado."

(pergunta: Pai Francisco era gay?)

"Piranha foi à missa, piranha.
A saia dela caiu, piranha.
Eu estava do lado dela, piranha.
Ela não me viu, piranha.
Chora, chora, chora, piranha.
Torna a chorar, piranha.
Pega na mão da moça, piranha.
Dá uma reboladinha, piranha e troca de lugar."

(quando eu era criança, imaginava o peixe piranha vestido de sainha no banco da igreja e morria de dó do coitadinho).

Marianinha nadou aqui às: 1:32 PM :: 


Segunda-feira, Outubro 27, 2003

Quando vc pensa que tudo está acabado... Realmente, tudo está acabado.
Mas isso é sempre um novo começo.

Marianinha nadou aqui às: 12:33 AM :: 


Sábado, Outubro 25, 2003

A minha primeira idéia era correr para o computador e contar.
Depois, eu pensei que seria uma coisa besta para se contar, ainda mais depois que recebi críticas no sentido de ser muito adolescente na minha forma bloguística de me expressar.
Mas, depois do depois, eu pensei que não devia me auto-censurar no ambiente internético.
Se eu pareço adolescente, que seja.
Então resolvi contar: tenho 28 anos e hoje foi a primeira vez que eu cozinhei na vida.
Eu fiz filé de frango com molho de champignon. E ficou muito bom! Sem falsa modéstia.
É claro que o tal filé de frango foi a receita mais fácil que eu consegui achar, mas tive os meus méritos. E fiz também o arroz branco que acompanhou. Não fiz a batata palha, que comprei pronta (nem tão prendada assim).
Vamos ver se eu tenho futuro como pilota de fogão...



Marianinha nadou aqui às: 11:17 PM :: 


Sexta-feira, Outubro 24, 2003

Primeiro, eu quero agradecer à Alê e ao Luccks, que me deram a maior força na minha tempestade.
Vocês são muito fofos!!! Obrigada, obrigada, obrigada!!!

POLUIÇÃO MARÍTIMA

Agora que eu já desabafei, estou melhor. Esse negócio funciona mesmo. Decidi começar a falar dos meus podres, para ver se eu consigo conviver melhor com eles.
Então, vou contar algumas coisas das quais eu tenho vergonha em mim:

1) Eu não sei cozinhar. Morro de vergonha de ser uma moça mais para lá, do que para cá e ainda não saber cozinhar.
E porque até hoje eu não aprendi? Por que eu tenho vergonha de não saber. Aprender significa errar, fazer gororobas ruins. Ia morrer de vergonha. E, depois, ficou tão marcado que eu não sei cozinhar, que se eu pegar numa panela aqui em casa vai ser uma comoção... Resultado: Eu sou a única fanática de programas de culinária que não sabe cozinhar....

2) Eu gosto de cantigas de roda. Adoro todas. Se não ficasse ridículo para minha idade, eu brincaria de roda. Meu carro não tem rádio (cansei de ser roubada), quando estou dirigindo fico cantando as músicas de roda. Morro de vergonha quando percebo que alguém no carro do lado está reparando.

3) Essa é polêmica. Eu acho a Elis Regina uma chata de galochas, e agora isso também se aplica à Maria Rita, filha dela. Desde que eu sou criança, penso assim, mas morro de vergonha. Veja bem, se eu falar isso em público a maioria das pessoas que estão por perto me olham torto. Um conhecido me fez ouvir as "músicas mais importantes da Elis" (na opinão dele, é claro) pra me convencer do contrário. Ele é da teoria, muito apreciada pelo meu pai, de que só podemos dizer que não gostamos se experimentarmos (quando eu era criança, meu pai me fez comer jiló e gueroba aplicando essa teoria, argh!). Eu acabei mentindo para ele e dizendo que eu estava enganada e a Elis é muito bacana. Ele me repondeu: "Viu, só? Eu sabia que você ia mudar de idéia." Esse é um segredo que venho guardando de longa data.

Eu tenho outros podres de que me envergonho, mas vou contando aos poucos, para não ficar cansativo.
Beijocas, marocas para vocês!!! Muito obrigada, de novo, pelo ombro amigo.
Agora eu vou nadar, tchibum!!!!!

Marianinha nadou aqui às: 10:36 PM :: 


Quinta-feira, Outubro 23, 2003

A TEMPESTADE

Estava lendo meus últimos posts e percebi o quanto eu sou inconstante. Até semana passada eu estava ótima, feliz da vida. Essa semana, o leite azedou.
Eu sou tudo o que eu mais desaprovo nas outras mulheres: carente e dependente. Eu simplesmente deixo todo mundo cuidar da minha vida. Todo mundo, menos eu. A minha felicidade e a minha tristeza dependem exclusivamente de terceiros.
É claro que eu faço um esforço sobrehumano para fazer parecer o contrário, eu finjo que sou descolada, independente, equilibrada - a fortaleza em pessoa.
Mas minhas forças estão se acabando, eu quase não consigo fingir mais. Estou à beira do desespero. Como as pessoas vão reagir quando souberem que eu passei esse tempo todo fingindo? Será que vão me aceitar na nova versão "Penélope Charmosa"?Eu vou conseguir me aceitar sem a máscara da "garota sangue bom"?
Isso tudo é patético, e o pior é que eu estou sofrendo de verdade... Eu sou patética.

Marianinha nadou aqui às: 12:15 AM :: 


Quarta-feira, Outubro 22, 2003

A MARÉ

Estou em crise e quando estou em crise não consigo escrever. Só sei falar quando estou de bom humor.
É um defeito. Eu deveria saber falar das minhas mazelas, para desabafar, sabe? Mas eu não sei fazer isso.
Hoje, eu fiquei chorando escondido no banheiro. Não adiantou nada porque quando eu saí, todo mundo viu minha cara inchada e perguntou o que tinha acontecido para eu chorar. Eu respondi um sonoro "não é da sua conta".
Não sei falar das minhas mágoas. Não sei, não sei e não sei. Mas gostaria de saber...

Marianinha nadou aqui às: 11:57 PM :: 


Domingo, Outubro 19, 2003

Vê se pode: alguém entrou neste blog procurando no guguile: casal tarado
É um desaforo!

Marianinha nadou aqui às: 2:51 AM :: 




Estou com saudades do meu amor, triste, sem nenhuma graça para contar.
Quem sabe amanhã melhora.

Marianinha nadou aqui às: 2:17 AM :: 


Sábado, Outubro 18, 2003

MINHA ÉPOCA DE ALEVINA

Eu ia postar anteontem e já tinha até o post prontinho na cabeça sobre o casamento que eu fui final-de-semana passado, mas uma amiga me convidou para ir com ela no show da Blitz, com o Evandro Mesquita.
Pensei: "Vou não, eu nem gosto da Blitz". Quando eu fiz menção de negar, ela insitiu e eu (que não tenho nenhuma personalidade) acabei aceitando ir - muito mais pelo evento social do que pela banda.
Quando o show começou, eu me surpreendi cantando todas as músicas. Foi muito bacana porque relembrei os bons tempos da minha adolescência.
Ah, meus doze anos!!!!


Minha amiga convidadeira, meu amigo do site agendagyn e eu no show da Blitz

Marianinha nadou aqui às: 1:27 AM :: 


Segunda-feira, Outubro 13, 2003

MARESIA

CHEGOU! CHEGOU! TÁ NA HORA DA ALEGRIA!!!!
CHEGOU! CHEGOU! TÁ NA HORA DA ALEGRIA!!!

(Música dos palhaços Atchim e Espirro, lembra?)

O meu computador voltou! E eu já encomendei outro novinho!!!
Apesar de agora estar postando do trabalho, assim que chegar em casa vou postar feliiiiiiz!!!
Ainda bem porque eu já estava com "delirium tremelis". Ser viciada é uma coisa muito difícil na vida de uma pessoa.
Principalmente se essa pessoa sou eu que se vicia em qualquer coisa, qualquer coisa mesmo: leitura de horóscopo, chats na internet (desde salas de bate-papo até o Messenger, passando por ICQ e mIRC), chocolate ao leite, novela das oito, música ruim, coca-cola, e por aí vai.
E depois ainda me perguntam porque eu não tomo bebidas alcóolicas nem socialmente.
Já pensou? Cruz, credo!!!!

Marianinha nadou aqui às: 2:39 PM :: 


Quarta-feira, Outubro 08, 2003

Eu vou contar meu drama para vocês.
Eu queria comprar um computador novo. Pedi ajuda para o meu cunhado (foi uma idéia idiota, eu sei). Ele disse isso e aquilo, acabou me convencendo a deixar ele levar meu computador e trazer outro "melhor".
O que aconteceu?
ESTOU SEM COMPUTADOR!!!!
Meu cunhado é muito bonzinho, uma gracinha, mas é a pessoa mais enrolada que eu conheço. Tem mil e um compromissos e ainda fica se oferecendo para outros tantos, que, diga-se de passagem, não vai conseguir cumprir.
Então, já viu o dia que eu vou ter algum computador em casa novamente, né?
Só comigo mesmo. Com ninguém mais no mundo acontece esse tipo de coisa.
Ai, ai, foi bem-feito, quem mandou? Que lástima!

Marianinha nadou aqui às: 11:39 AM :: 


Quinta-feira, Outubro 02, 2003

Eu vou contar um segredo. Eu sou uma pessoa romântica. Muitissíssimo romântica.
Para provar, vou contar uma das minhas estórias preferidas:

O Mito do Andrógeno.
Na Grécia Antiga existia o mito de que, no início dos tempos, os seres humanos eram enormes e redondos, com quatro braços, quatro pernas, duas cabeças e tinham os dois sexos. Eram a criação preferida de Zeus, o rei dos Deuses.
Mas ficaram ambiciosos e tentaram roubar o fogo dos deuses. Zeus, é claro, descobriu. Como castigo, Zeus partiu os seres humanos em dois. Mandou que Netuno costurasse a pele - no lugar do remendo ficou o umbigo. Sem piedade, afastou as metades.
Depois disso, os seres humanos passavam a vida se sentido incompletos, vagando desesperados pelo mundo, procurando sua outra metade. Quando se encontravam, as metades se abraçavam chorando, ficando assim - abraçados - até morrer.
Preocupado, com medo de que os seres humanos simplesmente desaparecessem da face da terra, Zeus criou os orgãos sexuais, para que pudessem se reproduzir enquanto estivessem abraçados.
E esta é até hoje a nossa sina: vagar pelo mundo, nos sentindo incompletos, procurando nossa outra metade.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu quero morrer como os andrógenos: abraçada à minha metade!

Marianinha nadou aqui às: 8:29 PM :: 


info:
mariana
28 anos,
advogada,
bonita,
inteligente e
modesta



emeio



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