Tudo sobre o mundo submarino onde eu vivo. O mundo do nada!


Sexta-feira, Janeiro 30, 2004

Estou sem internete em casa.
E acho que vou passar o fim de semana sem.

"Deixe-me ir, preciso andar,
vou por aí a procurar
rir pra não chorar.
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
quando eu me encontrar."



Marianinha nadou aqui às: 2:30 PM :: 


Quinta-feira, Janeiro 22, 2004

ÁGUA QUENTE

Semana passada, como todos sabem, eu estava na fossa. Uma amiga estava assim, assim com o marido e teve a idéia de irmos nós duas para Caldas Novas no fim de semana. Poderíamos dividir nossas tristezas em outro lugar. E eu fui.

Para quem não é goiano:
Caldas Novas é a maior estância hidrotermal do mundo, pelo menos é o que dizem. É um dos únicos pontos turísticos do Estado. Além de Caldas, tem o Rio Araguaia, mas o Rio Araguaia é só pra goianos mesmo. Em Caldas, de vez em quando, a gente acha alguns paulistas ou mineiros - que sabe-se lá como e porque - vão visitar a cidade.
A atração lá é água quente. Às vezes morna, às vezes fervendo.
A única coisa pra se fazer é ficar na piscina, cozinhando. Alguns clubes e hotéis têm parques aquáticos, com tobo-água e piscina de ondas. Veja que legal, piscina de ondas quentes!
Hoje em dia, também tem um lago de hidrelétrica lá, mas ninguém vai no lago. Todo mundo fica na piscina, cozinhando. O povo goiano é o povo mais sedentário do Brasil, tenho que reconhecer.
Vocês conhecem a maravilhosa invenção "bar molhado"? Constroem um bar no nível da piscina, para que as pessoas possam consumir bebidas e petiscos sem ter que fazer esforço de sair da piscina. É nojento, mas todo clube e hotel de Caldas tem. A gente acaba se conformando.


Ficamos hospedadas no Sol das Caldas Apart Service. Bonzinho. Achei as piscinas pequenas, mas o preço também era pequeno. Acho que era proporcional.

Descansei, fiquei de molho, tomei sol, comi como uma doida, tentei tomar uma caipixi e quase morri de passar mal por causa da Orloff.

Para quem não é goiano:
Caipixi é a caipirinha de vodka, só que no lugar do limão tem abacaxi. Caipiroska é a caipirinha de vodka, com limão mesmo. Caipirango é a caipirinha de vodka com morango. E, assim por diante, capiwi, caipiruva, caipicoco. A lista é bem grande, todo tipo de fruta com vodka.
Fiquei sabendo que, em Salvador, chamam de rosca. Minha irmã adorou a rosca de siriguela.


Gostei mesmo da nossa pequena viagem, mas, definitivamente Caldas não é cidade para quem está na fossa. Só familia - com um bando de mininos custosos - e casais apaixonados. Um saco.

Para quem não é goiano:
Em mil novecentos e bolinhas redolinhas, Caldas era uma cidade visitada apenas por velhinhos reumáticos. Dizem que as águas quentes têm propriedades terapêuticas. Depois de muita propaganda e investimento, a comunidade hoteleira conseguiu mudar a imagem da cidada para uma opção de passeio da família e dos casais apaixonados.
Minino custoso é o mesmo que criança mal-criada.


Depois de tantas mágoas contadas, de falar mal de todas as famílias, crianças e casais apaixonados hospedados no Sol das Caldas Apart Service, voltamos para casa revigoradas. As águas quentes podem mesmo ter alguma propriedade terapêutica.

Marianinha nadou aqui às: 2:37 AM :: 


Quinta-feira, Janeiro 15, 2004

Estou no trabalho.
Eu quero ir pra casa, me fechar no meu quarto e chorar até morrer de desidratação.
Nem isso eu posso.

Marianinha nadou aqui às: 1:15 PM :: 


Terça-feira, Janeiro 13, 2004

Eu estava na fossa. Era uma fossa bem grande e bem funda.
Por isso não estava escrevendo.
Além disso, o trabalho está muito puxado. Nunca pensei que ia trabalhar tanto nesse começo de ano. Ontem cheguei tão cansada que dormi do jeito que estava, de calça jeans.
Amanhã, vou colocar minhas células cinzentas para funcionar (M. Poirot?) e escrever um post bem legal, tá?
Tchibum!!!!

Marianinha nadou aqui às: 10:33 PM :: 


Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

TRILHA SONORA

Essa música ficou na minha cabeça o dia inteiro:

Ah! ah! ah!
Minha machadinha!
Ah! ah!
Minha machadinha!
Quem te pôs a mão
sabendo que és minha?
Quem te pôs a mão
sabendo que és minha?

Sabendo que és minha,
eu também sou tua.
Sabendo que és minha,
eu também sou tua.

Pula, machadinha,
pro meio da rua

No meio da rua,
não hei de ficar.
Escolho a ti
para ser meu par


Está mais do que explicado porque eu não tenho assunto para postar hoje, não está?

Marianinha nadou aqui às: 2:52 AM :: 


Sábado, Janeiro 03, 2004

AQUILO QUE EU SOU

O João achou misterioso meu post anterior. Vou tentar explicar.

Eu achava que não tinha nada para oferecer como pessoa, entendem? Eu sempre achei que entrava na vida dos outros de mãos vazias.

Por mais que eu me esforce, nunca serei tão simpática, expansiva e bonita como a Fernandinha. Nunca vou ser diligente, comprometida e, paradoxalmente, tão divertida como a minha mãe. Nunca vou ser trabalhadora e esforçada como meu pai. Nunca vou ser tão criativa quanto a Marina. Nem tão doce como a Lila. Nunca tão perfeita em tudo como a Larissa é (acreditem, trabalho com ela há quase seis anos e nunca encontrei um erro sequer no trabalho dela, ela simplesmente não erra). Nunca vou ser discreta e controlada como o Alexandre. Nunca serei descomplicada como o Fábio. Nunca vou ter a franqueza descomprometida do Ricardo.

Eu achava. Achava, não. Eu tinha certeza de que não tinha nenhuma qualidade marcante. Sempre fui aluna mediana, uma filha boazinha sem grandes problemas, uma amiga boa ouvinte. Mas nada de especialmente meu para oferecer.

Bom, esses últimos três meses serviram para me mostrar que eu estava enganada, que eu tenho o que oferecer. As pessoas que amo são a minha vida. E eu tenho a oferecer para elas meu amor sincero, sem pretensões.

Eu gosto da minha irmã Fernandinha mesmo quando ela é rabugenta e me dá patadas. Eu gosto da minha mãe, mesmo quando ela destrói todos meus sonhos com duas palavras. Eu gosto do meu pai mesmo quando ele é ausente, mesmo quando ele bebe e vira o bêbado mais inconveniente da face da terra. Eu gosto das minhas primas Marina e Lila apesar da distância que tomou conta de nossa amizade. Eu gosto da Larissa mesmo quando ela corrige os meus erros, me fazendo sentir péssima e envergonhada. Eu gosto do Alexandre mesmo depois das mentiras (ou "omissões", como ele chama). Eu gosto do Fábio mesmo quando ele aponta as minhas complicações como o maior defeito do mundo. Eu gosto do Ricardo mesmo quando todo mundo passa a saber da minha vida por intermédio dele.

Eu gosto deles e pronto. Não importa o que façam, o que digam. Não importa todo tempo que passo sem vê-los. Vou sempre gostar deles de maneira especial, diferente. É isso que tenho para oferecer.

E, por isso, eu coloquei o carro na frente dos bois. Foi uma besteira impensada. Mas foi válida para me mostrar que embora os outros ainda não possam lidar com meu coração aberto, eu posso.

Não vou chorar por quem se vai, porque vou gostar deles assim mesmo.

E, tchibum!!!!

Marianinha nadou aqui às: 11:04 PM :: 




OPS!!!

Eu fiz uma besteira. Das grandes. Foi melhor assim, minha besteira pôs fim a muita angústia e apreensão.
Decidi parar de esconder meus pensamentos e sentimentos. Não foi resolução de ano novo, foi resolução de ano velho mesmo.
Quem não puder lidar com aquilo que eu sou, que se vá.
É triste, mas não vou me lamentar. Essa, sim, foi uma resolução de ano novo: não vou mais chorar sobre leite derramado.
Vamos em frente, que atrás vem gente.
E (para abrir a temporada 2004 com tradição), tchibum para vocês!!!!

Marianinha nadou aqui às: 1:43 PM :: 


Quinta-feira, Janeiro 01, 2004

ANO NOVO

A festa do Ano Novo foi bem melhor do que eu esperava... Não foi o réveillon dos meus sonhos, mas quebrou um galho.
Agora é esperar que, ao contrário do réveillon, o ano de 2004 seja realmente o ano dos meus sonhos. E, não só um quebra-galho.


Marianinha nadou aqui às: 11:03 PM :: 


info:
mariana
28 anos,
advogada,
bonita,
inteligente e
modesta



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