Tudo sobre o mundo submarino onde eu vivo. O mundo do nada!


Terça-feira, Agosto 30, 2005

Sábado, eu fui na Festa dos 600. Tem esse nome porque, quando começou, eram vinte amigos fazendo 30 anos. Então, eram 600 anos. Agora, tá mais pra festa dos 750, ou coisa parecida, mas não mudaram o nome porque ele já é tradicional.

Vou te contar, a beleza está mesmo com a juventude. Os "meio-dia para tarde", como eu, estão acabados. Que bando de gente feia! Todos os carecas e todos os gordinhos do mundo estavam lá (sem contar os que eram carecas e ainda por cima gordinhos).

E as mulheres não ficam atrás. Mas as mulheres não reconhecem que não têm mais dezoito anos. Elas acham que estão com tudo, e isso, meus amigos, é o pior. Uma delas - que está claramente descendo a ladeira - veio com um papo de "eu não preciso de lipo porque faço Pilates e massagem, e fiz musculação por muitos anos. Mas apoio totalmente quem tem fazer por genética. Não apoio as preguiçosas, mas aquelas que têm gordura localizada por genética têm mais é que fazer." Eu tive que deixar estrategicamente a rodinha da conversa porque senão ia perguntar para ela: "E essa sua barriguinha de lobó, quando vai ser a lipo para tirar?"

Sobre os personagens da festa: o Beavis, amigo do Butthead estava lá. O Butthead não foi. Devia ser uma reunião informal de desenhos animados porque o guitarrista do Gorillaz, o Noodle, também estava lá. E, além deles, o Professor, pai das Meninas Super Poderosas.

Sabe o que foi a última da festa? Eu gostei! Achei a festa boa. Fora a parte do senhor de quase 60 anos que (apenas porque eu fui simpática e não xinguei ele logo de cara) achou que tava podendo e pediu meu telefone. Imediatamente eu tive que dizer que tinha namorado, que ele estava viajando, que ele era ciumento, todas essas mentiras. Não gosto de mentir, minto porque quando digo a verdade não acreditam!

Todo mundo ficou bêbado até cair porque a festa era open bar. Aquele tipo de festa que você paga um absurdo de entrada para não precisar ficar contando o dinheiro na hora de tomar coca-cola, ou outra bebida mais do agrado do freguês.

Além do open bar, teve o show do Biquini Cavadão. Eu nem gosto deles, mas quem me viu no show, na certa pensou que eu sou fã de carteirinha. Dancei e cantei até ficar rouca.

Bom, foi isto, mais ou menos. Aconteceram outras coisas, como a moça que sambava parecendo que estava pulando numa cama elástica e a outra que pizzou o vestido no decote; como o romance do baixinho (um dos donos da festa) que todo mundo puxava o saco, que acabou ficando com a girafona sem educação. Só que agora estou cansada e vou dormir. E essas estórias precisam de muitas explicações para serem contadas.

Esse texto não ficou muito bom, depois (se eu tiver paciência) eu arrumo.

Boas noites!


marianinha nadou aqui às: 12:54 AM :: 


Terça-feira, Agosto 23, 2005

16 Toneladas
Funk Como Le Gusta

Sente este samba quente
Que é muito legal
É super pra frente
É bem genial

Embalo como este
Só quem vai curtir
Quem não se machucar
Quando deixar cair

Por isso vem, vem
Embale na nossa
Este balanço
Tira qualquer um da fossa
Ele é um barato e é da pesada
Esse é o famoso 16 toneladas

Eu bolei o ano inteiro
Este samba pra frente
É gostoso paca
É um samba decente

Segure esta conversa
Segure a jogada
Quem não gosta de samba
Não gosta de nada

E é curtição
No samba empolgado
É o meu timão
Num estádio lotado
Turma da pesada
Que segura a parada
Esse é o famoso 16 toneladas

Sente este samba quente
Que é muito legal
É super pra frente
É bem genial

Embalado como este
Só quem vai curtir
Quem não se machucar
Quando deixar cair

Por isso, vem, vem
Embale na nossa
Este balanço
Tira qualquer um da fossa
Ele é um barato e é da pesada
Esse é o famoso 16 toneladas

Eu já dei o meu recado
Agora vou me mandar
Vou refrescar a cuca
Pra poder incrementar
A mente está cansada
E só da confusão
Onda de pirado
Deixa a gente na mão

Por isso vem, vem
Quem vai me encontrar
Agora estou na minha
Pois estou devagar
Já disse o que queria a toda rapaziada
Ai, oh ... é o 16 toneladas


marianinha nadou aqui às: 10:18 PM :: 


Terça-feira, Agosto 16, 2005

Estragar a própria vida é um direito inalienável.

marianinha nadou aqui às: 10:58 PM :: 


Segunda-feira, Agosto 15, 2005

Esse post eu escrevi ontem, no avião.

Acabou-se o que era doce. Eu já sabia, de certa forma. Estava mesmo preparada. Nem por isso é menos pior. Acho que é tão dolorido justamente porque era totalmente esperado. A sensação é mais ou menos aquela de quando a gente é criança e teima com a mãe sabendo que vai apanhar. Quando acontece, a palmada não dói menos. Às vezes dói até mais porque, no fundo, a gente acredita que vai conseguir enganar a mamãe, pensa que vai se safar.

Eu estou no avião e para completar o meu vexame de estar num lugar público chorando na frente de todo mundo, feito uma desesperada, adivinhe quem se sentou do meu lado? Um casal de namorados! Adoniram Barbosa disse que Deus dá o frio conforme o cobertor. Eu digo que o meu cobertor deve ser elétrico.

Não estou bem, de verdade. O ar condicionado está gelado, estou cansada, um pouco enjoada, mas não posso parar de escrever senão volto a chorar. Muito maior que o frio, que o cansaço, que o enjôo é a minha vontade de não passar mais nenhum vexame. Exceto no caso de minha indisposição estomacal ficar insuportável, aí eu vou ter que vomitar no casal do meu lado.

Acho que vou fazer isso nesse exato momento, vomitar no casal ao lado!... Melhor, não. Coitados... Eles não têm culpa... Não têm culpa de serem nojentos!

Que ótimo... Se eu parar de odiar o casal ao lado por um segundo sequer, recomeça a choradeira. Vou chegar em casa toda inchada parecendo um pimentão vermelho. Tomara que ninguém esteja em casa. Não estou a fim de conversar com ninguém.

Se eu tivesse uma arma, esse maldito casal já estava se encontrando com Jesus. Ainda bem que a minha faquinha do Marcos Guardabassi está na mala e não na bolsa.

Os aeromoços (sim, agora não existem mais aeromoças, só aeromoços) vão servir o lanche e (se Deus quiser!) o casal insuportável vai parar de se agarrar. Acho que vou aceitar a miséria de lanche que a GOL serve: uma barra de Nutry, três amendoins e suco de goiaba light. Pelo menos, eu me distraio das ânsias de estrangular esses dois indecentes.

Eu sei porque não suporto casais grudentos. É porque eu sou grudenta e não admito ninguém, que não seja eu, agindo como chicletinho.

Quem pode entender essa vida? Eu não tenho um QI muito privilegiado e ainda por cima sou bem preguiçosa, não vou me esforçar para pensar nesse assunto. Então, alguém aí podia me explicar. Ia me fazer um grande favor pelo qual eu seria grata o resto da vida. Se não puder explicar o sentido da vida, matar o casal do lado ia trazer a mesma quantidade de gratidão.

Deus me defenda! No intervalo do lanche, a namorada veio conversar comigo. Ela estava querendo ser simpática. E estava mesmo sendo mais simpática só pelo fato de não estar se agarrando com o namorado.

O vôo está acabando. Logo, logo vou estar em casa. Em casa vou ficar melhor.


marianinha nadou aqui às: 10:31 PM :: 




Esse post eu escrevi dia 07/03/05.

Hoje faz um ano que eu e o Luciano estamos juntos!

Há um ano, quando eu fui embora de São Paulo, achei que nunca mais ia ver o Luciano. Eu achei que ele não ia me ligar. Ele pediu meu telefone, meu emeio, muito bonitinho, mas eu pensei que fosse só gentileza, sabe?

Eu acho que ele também pensou que a gente não ia mais se ver. Levou um susto quando eu me convidei para passar uns dias na casa dele (aliás, todo mundo levou um susto com isso).

Muitas pessoas, ainda hoje, torcem o nariz quando eu digo que ele mora em São Paulo: "Namoro à distância não dá certo". Concordo que é difícil, mas me digam um relacionamento (pode ser namoro, pode ser amizade, pode ser pai e filho) que não seja difícil.

Aprendi muita coisa com o Luciano. Meu maior aprendizado foi dizer o que penso. Ainda não estou 100% perita nisso, mas tive progressos. Tudo bem que de vez em quando o Luciano exagera porque nem sempre a verdade nua e crua é a melhor coisa para se dizer. A vantagem é que esses momentos em que a verdade não é tão necessária são minoria.

Com esse negócio de distância, eu aprendi a não pensar muito no que vai acontecer no futuro, e aproveitar ao máximo o momento. Eu tive ótimos momentos junto com ele. O dia dos namorados ano passado, quando ele veio aqui me visitar, o aniversário dele, o ano novo.

Mesmo tentando não pensar no futuro, eu espero que existam muitissíssimos outros momentos bons nos esperando. Tomara!

marianinha nadou aqui às: 10:30 PM :: 


Quarta-feira, Agosto 03, 2005

Eu estive lendo alguns posts antigos e eu sou mesmo uma boboca.
Eu gosto de ser boboca.

marianinha nadou aqui às: 7:20 PM :: 


info:
mariana
30 anos,
advogada,
bonita,
inteligente e
modesta



emeio



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